XVI Seminário de Iniciação CientífIca - UFSC

A P R E S E N T A Ç Ã O

A profissão de cientista figura como estratégica para o desenvolvimento econômico de um país. Ao lado do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), há outro índice adotado pela UNESCO para medir a qualidade de vida de uma nação: o IAC (Índice de Alfabetização Científica), que se refere à proporção de cientistas e pesquisadores em relação à população escolarizada. A importância desta relação não é simplesmente numérica, mas as estatísticas mostram que o nível de desenvolvimento de um país está diretamente relacionado ao investimento que é feito em pesquisa e, conseqüentemente, em tecnologia e inovação, levando à consolidação de sua soberania como país em todas as áreas. No entanto, o Brasil necessita multiplicar por 10 o índice atual para alcançar níveis compatíveis com os de um país desenvolvido.

Vários países possuem políticas públicas para o incentivo e fomento dos jovens interessados na profissão de cientista, pois estão cientes dos significados de um bom IAC nacional. Neste contexto, o Brasil possui um dos programas de maior sucesso na formação de novos cientistas/pesquisadores: o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, criado pelo CNPq em 1990 e mantido até hoje, em parceria com as Universidades. A UFSC, antecipando tal ação, iniciou o estímulo às atividades de pesquisa entre seus estudantes de graduação alguns anos antes, com o Programa de Bolsas de Iniciação à Pesquisa (BIP), cujo histórico encontra-se nesta edição, que marca os 15 anos oficiais da Iniciação Científica em nossa instituição.

A Iniciação Científica (IC) é um instrumento de formação não só de novos pesquisadores, mas de uma nova mentalidade nos estudantes de graduação: a de que se pode duvidar sempre (no bom sentido, é claro) da informação recebida, “embrulhada para consumo”, buscando novos conhecimentos, desenvolvendo um espírito crítico e criativo. Em termos práticos, a IC permitiu o recrutamento maciço de jovens para as atividades de pesquisa e uma redução drástica no tempo de formação de recursos humanos, direcionando novos talentos para a pós-graduação (mestrado e doutorado) e fazendo com que nossa produção científica em todas as áreas do conhecimento aumentasse em progressão geométrica, colocando o país, e a UFSC, no cenário científico internacional.

O fazer Ciência, pesquisar, é uma atividade lúdica, apesar das normas e regras a serem seguidas. A característica mais marcante do pesquisador, seja ele o orientador ou o aluno de Iniciação Cientítica ou Pós-Graduação, é o entusiasmo com a sua atividade de pesquisa, pois é este entusiasmo que mantém viva a chama da paixão na busca de novos conhecimentos e, portanto, a “roda” da Ciência e da Vida. Assim, tenham prazer em fazer Ciência, tendo em mente o quão importante é esta atividade para a nossa instituição, para o nosso país e para a humanidade.

Prof. Lúcio José Botelho
Reitor


No entanto, lembramos que o espírito científico não é inato;
é conquistado ao longo de toda a nossa vida, à custa de esforço, dedicação e exercícios.
Assim, o gênio é composto por 2% de talento e por 98% de perseverante aplicação.
(Ludwig van Beethoven)